Publicidade

Publicidade

29/10/2009 - 10:01

Google apresenta novo Orkut

Compartilhe: Twitter

Novo OrkutO Orkut ganha, a partir de hoje, sua primeira “reforma” geral desde seu lançamento em Janeiro de 2004. O Google está anunciando uma nova versão do serviço, que segundo a empresa foi “totalmente redesenhado para aprimorar a experiência de navegação, integração e comunicação dos usuários”.

Na prática isso significa mais facilidade, e velocidade, para enviar fotos (recurso mais popular, segundo 67% dos usuários), mais possibilidades de personalização da home page, inclusive com a capacidade de trocar a cor da página e navegação simplificada entre contatos e comunidades. Também ficou mais fácil encontrar amigos, com uma função que busca pessoas na sua lista de contatos do GMail, por exemplo.

Na parte técnica, o código do Orkut foi totalmente reescrito em GWT (Google Web Toolkit), em um trabalho que levou nove meses. O resultado foi um ganho em desempenho: algumas funções, como o upload de fotos, são três vezes mais rápidas. Entretanto, isso exige mais do navegador: o novo serviço não é compatível com o Internet Explorer 6, e segundo o Google exige um navegador moderno como o Google Chrome, Firefox, Safari ou as versões 7 e 8 do Internet Explorer.

Segundo Berthier Ribeiro Neto, diretor de engenharia do Google para a América Latina, a nova plataforma vai facilitar a inovação: “nos próximos seis meses o Orkut vai mudar, e vai mudar muito”, diz ele. Berthier, que trabalha no “campus” do Google em Belo Horizonte, é um dos responsáveis pelo projeto do novo Orkut. Desde o final de 2008 a responsabilidade pelo serviço é compartilhada por equipes no Brasil e na Índia, países onde a rede é mais popular.

Victor Ribeiro, diretor de produtos Orkut no Google, diz muitas das novidades foram testadas “na surdina” já no “velho” Orkut ao longo dos últimos meses. Por exemplo, o scrapbook foi reescrito com a nova ferramenta GWT no início deste ano, mas poucos notaram a mudança.

O acesso ao novo Orkut será feito através de convites, assim como acontecia no Orkut original. Segundo o Google, a expectativa é de que até o final do primeiro semestre de 2010 a maioria dos 80 milhões de  usuários já tenha migrado para a nova versão. E quem não for convidado de primeira não precisa de preocupar: a versão “antiga” continuará funcionando normalmente, sem perda de dados ou recursos.

PS: Não adianta pedir pessoal, não tenho convites para distribuir

Ao povo dos comentários: Leram tudo? Ainda não entenderam como funciona?
Então cliquem aqui para tirar suas dúvidas

Autor: - Categoria(s): noticia, software, web Tags: , ,
27/08/2009 - 17:54

Co-fundador do YouTube se encontra com usuários em SP

Compartilhe: Twitter

Chad Hurley, o co-fundador do YouTube, fez uma rápida passagem pelo escritório do Google em SP nesta quinta-feira. Mas em vez de falar sobre seu site e planos para o futuro, ele inverteu os papéis e se sentou para ouvir de alguns “super-usuários” brasileiros, os que tem o maior número de vídeos publicados ou de visitas, como eles usam o serviço e o que gostariam de ver no futuro.

Gente como DJJabar, que usa as trilhas de áudio dos clipes no site como “samples” para fazer mixagens em tempo real e a equipe da JustTV, uma “emissora” que opera online, entre muitos outros.

Hurley ouviu pedidos como a criação de uma ferramenta dedicada para o upload de vídeos longos, 1 GB ou mais, que permita continuar o envio de um video do ponto onde foi interrompido por uma queda de conexão ou energia, por exemplo. Embora tal tarefa seja fácil e rápida nos EUA, onde as conexões de banda larga predominam, no Brasil pode levar mais de seis horas, e uma interrupção repentina pode causar a perda de ainda mais tempo.

Segundo o executivo um dos projetos em andamento no YouTube, de codinome “Viper”, pode ajudar a resolver alguns dos problemas apontados, já que tem como objetivo deixar o site mais ágil. Um dos novos recursos seria uma função de encoding (conversão do arquivo) simultâneamente ao upload, eliminando ou ao menos reduzindo drasticamente o tempo de espera entre um vídeo “subir” e quando ele efetivamente “entra no ar”.

Infelizmente, o tempo reservado para o encontro (que durou pouco mais de 40 minutos) foi insuficiente para que todos os presentes pudessem se apresentar e compartilhar suas histórias e sugestões. Chad Hurley veio ao Brasil para um debate no Digital Age 2.0, evento que aconteceu entre os dias 26 e 27 de Agosto em São Paulo, reunindo especialistas internacionais e nacionais em marketing, publicidade, comunicação, negócios e internet, para discutir e entender as mudanças que a Web está provocando nas empresas, no relacionamento com o cliente e nos planejamentos de mídia e conteúdo.

Autor: - Categoria(s): evento, noticia Tags: , , ,
05/08/2009 - 12:32

Criador do Facebook vem ao Brasil

Compartilhe: Twitter

De passagem pelo Brasil Mark Zuckerberg, criador do Facebook, parou para um papo com os jornalistas nesta terça-feira antes de anunciar o Desafio Facebook de Aplicativos, que visa incentivar os desenvolvedores nacionais a criar aplicativos ou ferramentas de integração com a rede social e premiará o vencedor com US$ 3 mil.

Ruivo, com 25 anos e aparentando menos, Zuckerberg diz que o sucesso do Facebook, e o dinheiro que ganhou como consequência, não alteraram sua rotina: “Continuo fazendo as coisas como antes. Acordo, vou para o escritório, trabalho até tarde e volto para casa para dormir. Ainda me esqueço de comer. A diferença é que agora tenho pessoas para me lembrar disso”.

Sobre a versão nacional do site e a dura competição que ele tem pela frente com o Orkut, a rede social dominante no mercado brasileiro, Mark afirmou que a chave para o sucesso é tornar fácil para um usuário adicionar seus amigos à rede. Ele não acredita ser “impossível” igualar o sucesso do Orkut, e cita como exemplo o caso da Alemanha, onde o Facebook alcançou a StudioVZ, rede social dominante no país, após dois anos de operação.

Ele observou que a princípio os usuários vão para onde seus amigos estão. Foi assim que os brasileiros descobriam o Facebook: para manter contato com amigos no exterior que já usavam o site. Com o tempo, estes usuários começaram a adicionar amigos locais, e a popularidade foi crescendo. O número de brasileiros dobrou nos últimos três meses, e hoje já chega a 1.3 milhão de usuários ativos.

A rede cresce de forma “orgânica”, por propaganda boca-a-boca, sem a necessidade de investimento em marketing ou “escritórios locais”. Aliás, quando perguntado sobre uma filial no Brasil, Zuckerberg afirmou que ela só virá depois que o público no país crescer mais, justificando o investimento.

Explicando o interesse do Facebook no Brasil, Mark é pragmático: “O Brasil é um país enorme, com um grande número de pessoas online. Não podemos ignorá-lo se quisermos cumprir nossa visão de conectar pessoas em todo o mundo”.

Autor: - Categoria(s): evento, noticia Tags: , , ,
23/01/2009 - 17:47

Campus Party: Palestra sobre pornografia é uma das mais disputadas do evento

Compartilhe: Twitter

Uma das palestras mais inusitadas e interessantes da Campus Party aconteceu na tarde desta sexta-feira: “Internet is for Porn? (Internet é para pornografia? – tradução livre)”. O evento contou com a participação de Alessandro Martins (blogueiro do site Pink, The Kinky), Zander Catta Preta (responsável pelo iG Sexo), Fernanda Lizardo (blogueira do Sexto Sexo), Raquel Pacheco (Bruna Surfistinha) e foi moderado por Edgard Reymann (Sax Magazine, e ex-editor das revistas Sexy Premium e Playboy).

Sem dúvida alguma que a palestra foi uma das mais disputadas de toda a Campus Party até esta sexta-feira. Pessoas amontaram-se em frente a mesa dos palestrantes, sentaram no chão e mais tantas outras que acompanharam o debate via streaming ao vivo.

A palestra foi bem-humorada. O blogueiro Cristiano Dias chegou a pedir conselho para os palestrantes: “tenho uma filha de 12 anos e fico com medo de que, quando ela começar a se interessar por garotos, possa acabar deixando vazar fotos impróprias suas na internet, como vemos todos os dias”. Os palestrantes concordaram que não há muita coisa a se fazer: “Acho que a internet acaba gerando um padrão de comportamento para o usuário. Invariavelmente os adolescentes vão se deparar com a pornografia e é aí que a educação recebida os fará tomar suas próprias decisões”, afirmou Catta Preta. Já a blogueira Fernanda foi mais sarcástica: “O melhor jeito de lidar com a situação é tentar ganhar algum dinheiro com isso”. “Contanto que isso seja feito após ela completar 18 anos”, emendou.

Porn 2.0

O tema acabou encaminhando para o lado da web 2.0 e Martins afirmou que a pornografia é uma área interessante para o “colaborativismo” do usuário. “É muito legal ver conteúdo produzido pelo próprio internauta. Foi assim que eu criei meu blog, sem fins-lucrativos, apenas querendo me expressar e querendo mostrar as coisas que eu gosto”, disse o blogueiro. Bruna Surfistinha ainda citou fóruns de acompanhantes. Nesses sites, voltados para garotas de programa, o usuário sai com uma menina e avalia a ‘performance’ no site”, contou.

Catta Preta já abordou o ponto rentável desse tipo de negócio:“Esse ainda não é um tipo de serviço que consegue se manter, nem alcança um sucesso gigante, mas no futuro, provavelmente será esse tipo de produto que venderá bastante”.

Anonimato

Em um determinado momento, uma espectadora da palestra contou que possuía um site erótico, onde trocava contos e fotos entre seus usuários e perguntou à mesa o que eles achavam do anonimato da internet. “Acredito que essa coisa de não saberem quem é quem, o fato do usuário não precisar se identificar, poder observar sem ser observado, ajudou muito a pornografia online a prosperar”, disse Fernanda.

“No meu caso, quando eu montei meu blog e deixei minha identidade ser relativamente revelada isso me ajudou na minha profissão”, disse Surfistinha. “Os homens que liam meus textos no meu blog queriam ser parte da história”, disse a ex-garota de programa e agora escritora. “Os homens adoram ser avaliados e morriam de vontade que eu os tornasse personagens das minhas histórias”, completou.

Martins optou por deixar sua identidade descoberta. “Acho que as pessoas gostam de saber quem eu sou e o que um autor de um site pornográfico faz na vida offline. No meu caso foi algo natural sair do anonimato”, disse.

E os lucros?

Catta Preta deixou claro que, apesar da grande audiência gerada pelo conteúdo sexual, o ramo ainda não é o mais lucrativo. “É claro que sempre existem os ‘big players’ e as produtoras gigantes que faturam bastante, mas para o usuário ainda é difícil conseguir ganhar dinheiro com produções próprias, algo que alguns blogueiros já conseguem fazer”, disse.

Para Surfistinha já foi diferente: “Tenho que agradecer ao meu site, que consegue faturar o suficiente para me manter, mas vejo outras conhecidas tentando fazer o mesmo e elas não têm a mesma sorte que eu”.

Martins já prefere que seu site seja sem fins-lucrativos: “Eu adotei um modelo de negócio que só quer repassar o produto. Normalmente eu gosto de postar o conteúdo gerado por algum amador e lhe dar os créditos, mas não peço nada em troca”.

No final, a palestra disputou diretamente (em público) com o debate acirrado entre José Henrique Santos Portugal (representando o Senador Eduardo Azeredo), Fernando Neto Botelho (Desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais), Sérgio Amadeu e Ronaldo Lemos sobre o futuro da internet no Brasil.

*Fotos: Thaís Pontes

Autor: - Categoria(s): evento, web Tags: , , , , ,
Voltar ao topo