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24/01/2009 - 21:53

CP01 nasce ao vivo na Campus Party

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Conforme previsto o CP01, o “robô open source”, nasceu ao vivo durante uma apresentação no palco principal da Campus Party nesta noite de sábado. O evento atraiu uma multidão de curiosos, que se aglomeraram em volta do palco para ver a máquina “ganhar vida”.

Durante uma semana a equipe do projeto, aquartelada em uma verdadeira oficina na área de robótica, trabalhou duro para cumprir o prazo: alguns membros chegaram a encarar maratonas de 60 horas sem dormir. Partes do esqueleto foram criadas no local, a partir de barras de alumínio usando tornos e furadeiras trazidos para a Campus Party, bem como a “casca” externa que dá à máquina sua aparência, feita a partir de uma resina acrílica usada em próteses dentárias.

Modificações no projeto foram feitas até o último minuto: um dia antes do “nascimento” a equipe ainda tentava encontrar um jeito de manter a comunicação via Wireless entre os módulos que controlam cada membro do robô, mas desistiu da idéia devido à interferência causada pelo grande número de redes sem-fio no Centro de Exposições Imigrantes e acabou tendo de modificar o sistema de comunicação para usar uma rede cabeada.

No palco, os membros da equipe trabalhavam freneticamente até mesmo enquanto Marcelo Branco e o Prof. Alexandre da Silva Simões, um dos coordenadores do projeto TORP (The Open Robot Project, do qual o CP01 é o primeiro resultado), faziam uma introdução e agradeciam aos patrocinadores e colaboradores. No fim Murphy interferiu, algumas coisas não saíram como deveriam e o CP01 não pode ser devidamente apresentado como planejado.

Mas ele deu, sim, sinais de vida. No telão, era possível ver a mesma cena vista pela câmera do robô, que assinalava as faces das pessoas à sua frente, mostrando que o sistema de reconhecimento de faces funcionava. Também foi demonstrado o sistema de reconhecimento de escrita (OCR): uma pessoa segurou cartazes em frente ao robô, que conseguiu ler e mostrar na tela frases como “Campus Party” e “TORP – The Open Robot Project”.

No fim, por pressão do tempo, o robô teve de ser retirado do palco antes de poder se mover, como era o planejado. Mas o trabalho de montagem prossegue na área de robótica e vai além da Campus Party: espera-se que em junho, por ocasião da décima edição do Fórum Internacional do Software Livre (FISL) o robô possa aparecer em toda sua glória. Segundo Mário Teza, um dos organizadores do FISL, a idéia é que o CP01 participe de um “link” ao vivo com a estação espacial internacional (ISS), intermediando uma conversa entre os astronautas e o público.

Todas as especificações do projeto TORP, incluindo a parte elétrica, mecânica e o software, são abertos, e podem ser baixados gratuitamente no site http://www.theopenrobotproject.org

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22/01/2009 - 15:51

CP01 toma forma

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Dentro de um “cercadinho” na área de robótica, o resultado de incansáveis horas de trabalho da equipe do CP01 (o “Robô Open Source”) está começando a aparecer. Nos fundos da “oficina” há um torno sendo usados para produzir as peças em alumínio que formarão o corpo da máquina: cabeça, tronco, membros, articulações, etc. E em outro canto vi o “peito” do robô, já moldado no que parece ser fibra de vidro. Vejam as fotos.

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20/01/2009 - 20:11

Um robô para chamar de “nosso”

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No início desta noite de terça, segundo dia da Campus Party Brasil 2009, aconteceu o lançamento oficial do projeto TORP (The Open Robot Project – Projeto de um robô aberto), que visa criar um robô humanóide com todas as especificações, incluindo parte mecânica e elétrica, bem como código-fonte do software de controle, disponíveis sob uma licença Open Source. Ou seja, qualquer um poderá baixar e modificar livremente o projeto e montar seus próprios robôs seguindo as instruções.

Segundo um dos coordenadores, o Prof. Alexandre da Silva Simões (Unesp), a motivação é a falta de divulgação sobre a tecnologia usada nos inúmeros projetos de robótica espalhados pelo mundo, e a completa falta de padrões nesta área. Peças e software de um modelo de robô, por exemplo, nunca podem ser aproveitadas em um modelo diferente. Cada novo modelo é quase uma “reinvenção da roda”.

O projeto TORP vai muito além desta edição da Campus Party. O objetivo final é construir, nos próximos dez anos, um robô humanóide completamente funcional, capaz de andar, correr, comunicar-se com humanos, demonstrar emoções, falar, reconhecer pessoas, e mais. O que será construído aqui na Campus Party durante esta semana é apenas o primeiro passo desta jornada, o CP01.

Será um pequeno humanóide com traços infantis, sem pernas (portanto, imóvel) com foco na interação com os usuários. O corpo será feito de alumínio usinado. O CP01 terá um conjunto completo de sensores, entre eles sonar, emissor/detector de infravermelho, microfones, acelerômetros e, no futuro, GPS e bússola para localização e movimentação.

O cérebro robô são os sistemas embarcados da Gumstix, pequenos computadores do tamanho de uma embalagem de chiclete que contém um processador ARM de 400 MHz, memória RAM, memória Flash e inúmeras portas de I/O para comunicação com periféricos externos. Cada módulo tem seu próprio computador, e todos eles se comunicam usando uma rede. Neste sentido, o CP01 não tem “um cérebro”, mas sim vários deles operando em conjunto, como um “cluster”.  Pode parecer estranho, mas é um sistema que funciona com sucesso em inúmeras espécies de insetos.

O software do CP01 roda sobre uma versão embarcada do Linux, que também serve como plataforma de desenvolvimento. Mas uma das atividades durante a Campus Party é a construção de interfaces de controle multi-plataforma, capazes de rodar em vários sistemas operacionais com a mesma funcionalidade. A linguagem de programação para as funções de “baixo nível”, ou seja, o software mais básico do CP01, é C++, mas qualquer outra linguagem com capacidade de rede (como .Net, Python, etc…) pode ser usada no desenvolvimento de módulos. Basta seguir o protocolo de comunicação.

Na área de robótica a equipe (coordenada por professores da Unesp e do ITA) trabalha freneticamente para montar o robô até sábado. Campuseros dispostos a ajudar no processo são bem-vindos. Paralelamente, um concurso está sendo realizado para escolher uma nova “aparência” para o CP01. A proposta vencedora será produzida em resina pela empresa Art3D, integrada à parte mecânica e usada em versões futuras da máquina.

E apesar do CP01 ainda estar sendo montado, seu sucessor já está na prancheta. Uma das características planejadas para o futuro CP02 será um corpo feito em liga de magnésio, material muito mais leve e resistente que o alumínio. É esperar para ver.

Mais informações sobre o CP01 e o projeto TORP, podem ser obtidas em http://www.theopenrobotproject.org

 

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