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20/05/2009 - 19:31

Mais Linux para seu netbook

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Uma boa notícia para os fãs de netbooks que preferem usar o Linux em suas máquinas. Já está disponível para download a primeira versão beta do Moblin 2.0, uma distribuição especialmente criada para rodar em ultraportáteis.

Interface dividida em zonas facilita o uso

Em relação a outros sistemas operacionais especializados, como o Ubuntu Netbook Remix, a principal diferença é a nova interface gráfica (vista acima), que abandona o conceito de “janelas e desktop” em prol de um sistema que torna mais fácil saber o que está acontecendo na máquina e alternar entre tarefas. O pessoal do Ars Technica detalhou as novidades em um artigo sobre o sistema.

O Moblin 2.0 Beta pode ser baixado gratuitamente no site oficial do projeto. Curiosamente, o arquivo tem exatos 666 MB. Antes de usar, o arquivo tem de ser gravado em um Pendrive usando um utilitário próprio para isso (instruções estão no site). E lembre-se de que o sistema é BETA, o que significa “use-o por sua própria conta e risco”.

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24/01/2009 - 21:53

CP01 nasce ao vivo na Campus Party

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Conforme previsto o CP01, o “robô open source”, nasceu ao vivo durante uma apresentação no palco principal da Campus Party nesta noite de sábado. O evento atraiu uma multidão de curiosos, que se aglomeraram em volta do palco para ver a máquina “ganhar vida”.

Durante uma semana a equipe do projeto, aquartelada em uma verdadeira oficina na área de robótica, trabalhou duro para cumprir o prazo: alguns membros chegaram a encarar maratonas de 60 horas sem dormir. Partes do esqueleto foram criadas no local, a partir de barras de alumínio usando tornos e furadeiras trazidos para a Campus Party, bem como a “casca” externa que dá à máquina sua aparência, feita a partir de uma resina acrílica usada em próteses dentárias.

Modificações no projeto foram feitas até o último minuto: um dia antes do “nascimento” a equipe ainda tentava encontrar um jeito de manter a comunicação via Wireless entre os módulos que controlam cada membro do robô, mas desistiu da idéia devido à interferência causada pelo grande número de redes sem-fio no Centro de Exposições Imigrantes e acabou tendo de modificar o sistema de comunicação para usar uma rede cabeada.

No palco, os membros da equipe trabalhavam freneticamente até mesmo enquanto Marcelo Branco e o Prof. Alexandre da Silva Simões, um dos coordenadores do projeto TORP (The Open Robot Project, do qual o CP01 é o primeiro resultado), faziam uma introdução e agradeciam aos patrocinadores e colaboradores. No fim Murphy interferiu, algumas coisas não saíram como deveriam e o CP01 não pode ser devidamente apresentado como planejado.

Mas ele deu, sim, sinais de vida. No telão, era possível ver a mesma cena vista pela câmera do robô, que assinalava as faces das pessoas à sua frente, mostrando que o sistema de reconhecimento de faces funcionava. Também foi demonstrado o sistema de reconhecimento de escrita (OCR): uma pessoa segurou cartazes em frente ao robô, que conseguiu ler e mostrar na tela frases como “Campus Party” e “TORP – The Open Robot Project”.

No fim, por pressão do tempo, o robô teve de ser retirado do palco antes de poder se mover, como era o planejado. Mas o trabalho de montagem prossegue na área de robótica e vai além da Campus Party: espera-se que em junho, por ocasião da décima edição do Fórum Internacional do Software Livre (FISL) o robô possa aparecer em toda sua glória. Segundo Mário Teza, um dos organizadores do FISL, a idéia é que o CP01 participe de um “link” ao vivo com a estação espacial internacional (ISS), intermediando uma conversa entre os astronautas e o público.

Todas as especificações do projeto TORP, incluindo a parte elétrica, mecânica e o software, são abertos, e podem ser baixados gratuitamente no site http://www.theopenrobotproject.org

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20/01/2009 - 20:11

Um robô para chamar de “nosso”

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No início desta noite de terça, segundo dia da Campus Party Brasil 2009, aconteceu o lançamento oficial do projeto TORP (The Open Robot Project – Projeto de um robô aberto), que visa criar um robô humanóide com todas as especificações, incluindo parte mecânica e elétrica, bem como código-fonte do software de controle, disponíveis sob uma licença Open Source. Ou seja, qualquer um poderá baixar e modificar livremente o projeto e montar seus próprios robôs seguindo as instruções.

Segundo um dos coordenadores, o Prof. Alexandre da Silva Simões (Unesp), a motivação é a falta de divulgação sobre a tecnologia usada nos inúmeros projetos de robótica espalhados pelo mundo, e a completa falta de padrões nesta área. Peças e software de um modelo de robô, por exemplo, nunca podem ser aproveitadas em um modelo diferente. Cada novo modelo é quase uma “reinvenção da roda”.

O projeto TORP vai muito além desta edição da Campus Party. O objetivo final é construir, nos próximos dez anos, um robô humanóide completamente funcional, capaz de andar, correr, comunicar-se com humanos, demonstrar emoções, falar, reconhecer pessoas, e mais. O que será construído aqui na Campus Party durante esta semana é apenas o primeiro passo desta jornada, o CP01.

Será um pequeno humanóide com traços infantis, sem pernas (portanto, imóvel) com foco na interação com os usuários. O corpo será feito de alumínio usinado. O CP01 terá um conjunto completo de sensores, entre eles sonar, emissor/detector de infravermelho, microfones, acelerômetros e, no futuro, GPS e bússola para localização e movimentação.

O cérebro robô são os sistemas embarcados da Gumstix, pequenos computadores do tamanho de uma embalagem de chiclete que contém um processador ARM de 400 MHz, memória RAM, memória Flash e inúmeras portas de I/O para comunicação com periféricos externos. Cada módulo tem seu próprio computador, e todos eles se comunicam usando uma rede. Neste sentido, o CP01 não tem “um cérebro”, mas sim vários deles operando em conjunto, como um “cluster”.  Pode parecer estranho, mas é um sistema que funciona com sucesso em inúmeras espécies de insetos.

O software do CP01 roda sobre uma versão embarcada do Linux, que também serve como plataforma de desenvolvimento. Mas uma das atividades durante a Campus Party é a construção de interfaces de controle multi-plataforma, capazes de rodar em vários sistemas operacionais com a mesma funcionalidade. A linguagem de programação para as funções de “baixo nível”, ou seja, o software mais básico do CP01, é C++, mas qualquer outra linguagem com capacidade de rede (como .Net, Python, etc…) pode ser usada no desenvolvimento de módulos. Basta seguir o protocolo de comunicação.

Na área de robótica a equipe (coordenada por professores da Unesp e do ITA) trabalha freneticamente para montar o robô até sábado. Campuseros dispostos a ajudar no processo são bem-vindos. Paralelamente, um concurso está sendo realizado para escolher uma nova “aparência” para o CP01. A proposta vencedora será produzida em resina pela empresa Art3D, integrada à parte mecânica e usada em versões futuras da máquina.

E apesar do CP01 ainda estar sendo montado, seu sucessor já está na prancheta. Uma das características planejadas para o futuro CP02 será um corpo feito em liga de magnésio, material muito mais leve e resistente que o alumínio. É esperar para ver.

Mais informações sobre o CP01 e o projeto TORP, podem ser obtidas em http://www.theopenrobotproject.org

 

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11/11/2008 - 14:45

Clonando o Windows

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Ame-o ou não, o Windows completou 25 anos ontem, dia 10 de novembro. 25 anos de “anúncio”, veja bem, porque junto com o sistema nasceu a tradição da Microsoft de furar datas de lançamento: o produto só chegou às lojas dois anos depois, em novembro de 1985. Curiosamente era a versão 1.01, o que iniciou também outra tradição: lançar correções para um produto simultâneamente com sua chegada às lojas. Neste caso, a correção já veio embutida :)

Mas você sabiam que existe um outro “Windows”, que não é desenvolvido pela Microsoft, tem seu código-fonte aberto (ou seja, é “Open Source”) e é gratuito? Claro, por motivos legais ele não pode se chamar Windows já que o nome é marca registrada da Microsoft. Seu nome, portanto, é ReactOS.

A idéia do projeto é criar um sistema operacional baseado na mesma arquitetura do Windows NT (que é a base para o Windows XP), com compatibilidade com os aplicativos e drivers já existentes. O sistema ainda está em desenvolvimento, mas já roda aplicativos como o Firefox e OpenOffice.org, por exemplo, e até mesmo alguns games como a primeira versão de Unreal Tournament, embora a compatibilidade no geral ainda seja limitada. O site tem um “guia de compatibilidade” que lista os aplicativos testados pelos usuários e dá notas (de 1 a 5) de acordo com o quão bem eles rodam.

O ReactOS ainda está na versão 0.3.7, um alpha, ou seja, com recursos incompletos e não pronto para uso no dia-a-dia. No site, é possível baixar um LiveCD (para rodar o sistema direto de um CD sem instalar nada no micro), CD de instalação (para instalar o ReactOS no PC), e imagens para rodar o sistema em uma máquina virtual (como o VMWare ou QEMU) dentro do Windows, Mac OS ou Linux, além do código fonte. Se você gosta de experimentar novidades, é um prato cheio!

ReactOS 0.3.0

E pra completar: quer ver “fotos” de todas as versões do Windows, desde a 1.01 até o Vista? Então corra para o site GUIdebook – Graphical User Interface Gallery. Além de imagens do sistema da Microsoft, você vai encontrar screenshots de praticamente todos os outros sistemas e interfaces gráficas já lançados, do OS/2 ao Mac OS X. Imperdível para quem aprecia a história da informática.

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11/11/2008 - 14:18

Imprimindo em 3D

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Depois de publicar ontem no canal de tecnologia uma notícia sobre um novo tipo de impressora 3D que cria objetos a partir de nada mais que papel e cola, me lembrei de um outro projeto, menos “glamuroso” mas bastante interessante: é a RepRap, uma impressora 3D que qualquer um pode montar.

O projeto é desenvolvido com um espírito Open Source, e todos os planos, esquemáticos e instruções de montagem estão disponíveis gratuitamente, bem como o software necessário para fazê-la funcionar. Conhecimento básico de mecânica ajuda, mas não é absolutamente necessário. No Brasil pode ser difícil conseguir alguns dos componentes (como os motores de precisão) ou insumos (como a resina usada para criar os objetos), mas não creio que seja impossível. O único problema é o custo total dos componentes, estimado em cerca de US$ 500, ou R$ 1.400 pela cotação de hoje.

Montada (vejam a foto abaixo) ela mais parece uma “geringonça” desengonçada do que uma peça de alta tecnologia. mas funciona. O nome vem de “Replicating Rapid-prototyper“. Rapid-prototyper por causa de seu principal uso, construção rápida de protótipos de objetos que vão de copos de martini a engrenagens e peças mais complexas, e Replicating porque uma RepRap consegue produzir, sozinha, as peças necessárias para montar outra RepRap. Não é fantástico?

RepRap Montada

A máquina funciona depositando pacientemente camada sobre camada de resina plástica, esperando ela secar e depositando uma nova camada por cima, até que o objeto esteja completo. É um processo demorado, um usuário relata que levou um dia inteiro para produzir o par de chinelos infantis mostrados abaixo. Outro esperou 12 horas por uma maçaneta para sua porta de casa. Mas o orgulho de ter um objeto que você projetou, feito por uma máquina que você montou vence a pressa.

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