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20/01/2009 - 12:59

Debate aborda mobilidade como novo caminho para mídia

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Há anos que os aparelhos portáteis, especialmente celulares, estão dando as caras na geração e propagação de conteúdo. Obviamente que o meio ainda é pouco difundido, mas toma força a cada novo aparelho desenvolvido. A palestra de Mobilidade, que aconteceu nesta terça-feira de manhã na Campus Party, colocou diversos especialistas do assunto para debater sobre quais são os defeitos, soluções e para onde deve ir esse novo jeito de se fazer mídia.

A palestra teve a participação de Juliana Vilas (UrblogÉpoca São Paulo), Rafael Sbarai (Consultor de novas mídias da Veja), Henrique Martin (blogueiro do Zumo) e Eduardo Brandini (chefe de redação da TV Bandeirantes), a blogueira Bia Kunze (Garota Sem Fio) foi a moderadora.

De acordo com Martin, um dos grandes problemas ainda enfrentados é a interface dos celulares, que ainda não possuem a melhor acessibilidade. “Por exemplo, o iPhone, que é um dos grandes expoentes da mobilidade, ainda não tem o melhor teclado touchscreen nem a melhor câmera para o usuário criar conteúdo”, disse. Já para Sbarai, “é necessário começar a formatar os sites de conteúdo para esse novo formato mobile, algo que poucos sites têm feito”.

Segundo Brandini, sempre que uma nova tecnologia aparece, soluções e novos problemas a acompanham. “Nós descobrimos que os furos de reportagem com imagens de celular nos ajudam muito, mas também percebemos as grandes falhas que ainda existem para entravar o uso pleno dessa plataforma”, afirmou o repórter.

Conteúdo

Algo que todos da mesa concordaram é a falta de conteúdo específico para o mobile. Juliana afirmou que ela sente mais necessária uma difusão melhor de prestação de serviços, “ainda falta uma maneira fácil e rápida de, por exemplo, eu saber que vias estão congestionadas enquanto estou no trânsito, como fazer para evitá-las e o porquê estão assim”.

Mas o “buraco é mais embaixo”, para Brandini. “O problema é que essa plataforma ainda é um nicho, não está bem disseminada. Por exemplo, falta conteúdo de entretenimento para celulares, mas não tem como você pensar em uma TV formatar um jogo de futebol para a plataforma móvel, já que com a televisão ela alcança todo e qualquer tipo de público. Ainda é complicado pensar nisso”, disse.

Sbarai ainda reafirmou seu cetismo quanto ao (pouco) conteúdo que é produzido hoje no Brasil para o mobile. “Tenho uma visão um pouco cética (da produção), pois os portais apenas traduzem o que têm no seu site para o celular. Os portais não pensam no que o usuário quer ver dentro do celular. O usuário já sabe o que quer, nós, como novas mídias, ainda não sabemos como podemos explorar isso corretamente”, afirmou.

Quando a moderadora Bia Kunze afirmou que o que falta de verdade é mais entretenimento para atrair mais usuários, Martin rebateu, afirmando que a plataforma se beneficia muito com o conteúdo “sério”. “Não podemos jogar apenas mais Big Brother nos celulares para trazer mais pessoas. Sei que isso gera receita, mas a parte mais ‘séria’ não pode ser esquecida. Um exemplo disso é que quando Steve Jobs se afastou de seu cargo na Apple, eu só tive chance de divulgar a notícia rapidamente no meu blog pois eu estava no Twitter seguindo pessoas mais ‘jornalísticas’ e que puseram a informação no ar”.

No final, o debate não teve grandes discussões, na maior parte dos temas os palestrantes concordavam ou, no máximo, complementavam a opinião do outro. Mas o assunto mais “espinhoso” comentado foi das barreiras que ainda são impostas pelas prestadoras de serviço para liberarem um acesso mobile melhor. Nesse caso todos os presentes na mesa concordaram de que falta muito incentivo para que essa nova mídia se torne mais democratizada.

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21/10/2008 - 01:09

Samsung Omnia chega para bater o iPhone

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Samsung OmniaiPhone, prepare-se: seu primeiro concorrente à altura está desembarcando no mercado nacional. Rapidamente apelidado de “iPhone com Windows” pelos jornalistas presentes ao lançamento nesta segunda em São Paulo (para desgosto do pessoal da Samsung), o Samsung SGH-i900 Omnia é um smartphone com tela sensível ao toque capaz de fazer a maioria dos truques que o aparelho da Apple faz, só que com hardware mais potente. E, ao contrário de outros modelos que já circulam por aí, faz bom uso da tela sensível ao toque, mostrando que pode competir não só no quesito “força bruta”, mas também no que é mais importante: a “experiência” do usuário e a facilidade de uso.

O que se segue é um breve relato de minha experiência de cerca de meia hora com o aparelho. Não é um review (que deve acontecer em breve, lá no iG), mas apenas um apanhado das “anotações mentais” que fiz durante o uso. Resumindo em uma palavra: gostei.

A lista de recursos é impressionante, com tela sensível ao toque de 3.2 polegadas com resolução “widescreen” de 240 x 400 pixels, câmera de 5 megapixels com flash, gravação de vídeos com resolução VGA, GPS, Wi-Fi, Rádio FM, Bluetooth e 8 GB de memória interna, só para citar apenas alguns no campo do hardware.

Algumas coisas são curiosas: um botão centralizado logo abaixo da tela funciona como um “mouse“. Sim, mouse, com direito a setinha e tudo o mais. O funcionamento é similar aos mouses “trackpoint” dos notebooks Thinkpad. A câmera tem detecção de faces, “geotagging” (marcação das fotos com as coordenadas geográficas do local onde foram tiradas) e um recurso que está se tornando comum em modelos domésticos, o chamado “Smile Shot“: ela dispara automaticamente quando uma pessoa sorri.

O sistema operacional é o Windows Mobile 6.1, adaptado para funcionar melhor em um sistema com tela sensível ao toque. A tela principal, por exemplo, é um desktop com uma lista de widgets na lateral esquerda. Com um movimento dos dedos, é possível arrastar widgets da lista para o desktop (onde eles “crescem” para o tamanho normal) e personalizá-lo a seu gosto com relógios, listas de mensagens, notícias, previsão do tempo, media players e afins. 

Um Opera otimizado para a tela sensível ao toque, substitui o já cansado “Pocket IE” típico dos aparelhos com Windows Mobile no papel de navegador web. A compatibilidade com sites (testei uma meia dúzia) é boa, e ele é capaz dos mesmos truques do Safari no iPhone: dois cliques para “dar zoom” em uma seção da página, passadas com os dedos sobre a tela para rolar a página, mudança automática de modo (retrato ou paisagem) quando o aparelho muda de posição (de pé ou deitado) e tudo o mais.

Durante o uso, o Omnia me pareceu bastante ágil, com uma interface que reage rápida e precisamente aos toques na tela. A Samsung adotou o recurso, já usado por outros fabricantes, de “haptics”, ou seja, uma resposta tátil (no caso, uma vibração do aparelho) usada para confirmar um comando. Por duas vezes, o navegador deixou de rotacionar automaticamente a página quando deitei a tela, talvez porque fiz um movimento suave demais.

Algumas coisas não me pareceram legais. Apesar da interface da Samsung ser boa, a original do Windows Mobile, totalmente inadequada para uso com os dedos, ainda está lá, visível se você fuçar “a fundo” o suficiente nos menus. O teclado virtual tem teclas pequenas demais no modo retrato, e alguns botões, como o X para fechar os programas, são menores ainda. Talvez ciente disto, a Samsung inclui com o Omnia uma caneta, o que pode ser confuso e deixar o usuário sem saber com qual instrumento (dedo ou caneta) interagir.

O Samsung SGH-i900 “Omnia” deve chegar ao mercado nacional em breve, com preço sugerido pelo fabricante (sem subsídios) de R$ 1.799. Espere encontrá-lo em sua operadora favorita (ele estará disponível para todas as operadoras, segundo a Samsung) por um preço menor, e provavelmente bastante competitivo com o aparelho da Apple. Peguem sua pipoca, porque a briga começou :)

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