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13/10/2008 - 15:32

Novos MacBooks a caminho

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Como diz um amigo, “a Apple já não é mais a mesma”. Se há pouco mais de um ano ela defendia informações sobre seus novos produtos com unhas e dentes, soltando sua equipe de advogados treinados armados com ameças legais em cima de qualquer site que se atrevesse a divulgar um rumor ou foto borrada sobre um novo Mac ou iPod, de uns tempos para cá ela adotou uma postura de “relaxe e aproveite a propaganda gratuita”. Somando as peças do quebra-cabeças espalhadas em vários cantos da internet, dá pra saber exatamente o que vai ser lançado antes mesmo de Steve Jobs sair de casa rumo ao centro de convenções.

O “evento do dia 14 de Outubro” (amanhã), sobre o qual se especulava há algumas semanas, é fato confirmado. Imagens dos convites circulam pela internet há dias, com vários jornalistas tendo recebido suas cópias. Curiosamente, até eu fui convidado (por telefone) a participar (é incomum a Apple chamar a mídia internacional), mas infelizmente não estou sequer perto de San Francisco.

A foto do convite mostra algo que, sem dúvida, é um MacBook. Uma análise da imagem, baseada no tamanho do logo da Apple que aparece no que seria a “tampa” da máquina, indica um modelo de 13 polegadas. Fotos publicadas em um site chinês (e republicadas em vários outros) mostram a parte de cima da carcaça de alumínio de duas máquinas, que seriam um MacBook e um MacBook Pro. Se os rumores se confirmarem (e parecem bastante convincentes), ambas as linhas passarão a compartilhar o mesmo design. Ainda de acordo com as fotos, os MacBooks perdem a porta FireWire (muito usada para conexão a equipamentos de vídeo), que passa a ser exclusividade da linha “Pro”. 

Kevin Rose, co-fundador do Digg, diz que os novos MacBooks terão drives Blu-ray, o que faz um certo sentido (e o cara tem acertado os rumores ultimamente, o mais recente foram os novos iPod Nano). Já sites como o Apple Insider afirmam que os novos notebooks serão equipados com chipsets da nVidia, o que deve dar uma “forcinha” no desempenho gráfico (em comparação com os atuais chipsets Intel) e, de brinde, daria às máquinas a capacidade de reproduzir de Blu-ray com aceleração por hardware, para melhor desempenho. Lá no Gizmodo, um post mostra o que seria uma listagem de preços interna da rede de lojas BestBuy, com códigos de produto para seis modelos, de um MacBook “básico” com tela de 13 polegadas por US$ 1.099,99 até um modelo “topo de linha” com tela de 17 polegadas por US$ 2.799,99. Se for verdade, isto derruba os rumores de um MacBook barato por cerca de US$ 800. 

E o que mais? O povo do MacSoda diz que também veremos uma atualização dos pacotes de aplicativos iLife e iWork. Ambos foram atualizados pela última vez em agosto de 2007, quando as grandes novidades foram a planilha de cálculo Numbers (no iWork) e o novo iMovie (no iLife). 

Todos estes rumores me parecem bastante consistentes, mas uma coisinha ainda fica me incomodando aqui atrás da orelha: nada do que foi descoberto soa bom o suficiente para “casar” com o rumor do “The Brick“, o produto “bombástico” que a Apple estaria desenvolvendo. Será que teremos um “One More Thing” no final da palestra?

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27/09/2008 - 07:00

Atenção: o iPhone não é perfeito!

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Não dá para negar que o iPhone é bonito, inovador, divertido de usar e o aparelho mais quente do mercado no momento, neste e em muitos outros países. Mas todo o “hype” (palavrinha em inglês difícil de traduzir. “Burburinho”, talvez) faz com que muita gente acredite que ele é perfeito. Nos EUA, chegaram a apelidá-lo de “Jesus Phone”, alegando que a expectativa pelo lançamento era maior do que a pela segunda vinda de Jesus Cristo.

A má notícia é que, por mais legal que o iPhone seja (e eu realmente acho ele o máximo, mas caro demais para mim), ele não é nem de longe perfeito. Não demorei muito para montar uma listinha de dez coisas que o iPhone não tem, mas que estão presentes em aparelhos muito mais baratos já no mercado. Antes de embarcar na onda e correr para uma loja para comprar o seu, leia, pare e pense. Algum destes recursos é importante? Se for, então o iPhone não é o aparelho para você.

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Autor: - Categoria(s): hardware Tags: , ,
25/09/2008 - 15:42

iPhone 3G: quanto vale o show?

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Acaba de cair em minhas mãos um documento com a resposta para uma pergunta que muita gente vem fazendo há meses. O preço do iPhone 3G no Brasil. Mas antes de revelar o mistério, uma pequena retrospectiva.

Quando anunciou o lançamento do aparelho, em 9 de junho deste ano, Steve Jobs declarou que ele custaria US$ 199 nos EUA (modelo de 8 GB, desconsiderando o valor do contrato de dois anos com a AT&T embutido), e que o preço seria o equivalente em moeda local em outros países. Ou seja, pela cotação de hoje, o aparelho teria de custar R$ 365, mais o plano. Mas quem conhece o mercado de tecnologia e telefonia no Brasil sabe que este preço é uma utopia completa.

A realidade é bem mais salgada, e confirma o “high-end” da especulação que circulou pela internet nos últimos meses. A Claro, primeira operadora a divulgar os preços, criou dois “pacotes” para aquisição do iPhone. Com subsídio no aparelho (você paga um preço pelo aparelho, mais franquia mensal) e com subsídio no serviço (o aparelho tem um preço um pouco mais alto, mas você tem desconto na franquia por 12 meses). Ambos estão disponíveis em pacotes com 200, 300 e 400 minutos. Vamos levar em conta os planos com subsídio no aparelho, mais fáceis de entender.

O preço do iPhone 3G 8 GB, com plano Claro 400, que inclui 400 minutos de ligações, 200 mensagens SMS e 200 MB de transferência de dados, é de R$ 1.239 (à vista). A franquia mensal é de R$ 151,90. O modelo de 16 GB, nas mesmas condições, sai por R$ 1.529. No pré-pago, a coisa fica ainda mais salgada (água, por favor): R$ 2.299 pelo modelo de 8 GB, e R$ 2.599 pelo de 16 GB. A Claro oferece parcelamentos em até 24x (no cartão American Express, 10x em outros cartões), e segundo a empresa o primeiro lote de aparelhos trazido para o Brasil é de 30 mil unidades.

Ou seja, calculando pelo preço subsidiado do modelo de 8 GB, o iPhone 3G custa, no Brasil, cerca de três vezes e meia o preço dos EUA. Aqui, vale chamar a atenção para o fato de que uma franquia de 200 MB de dados não dá pra muita coisa a partir do momento em que você começa a ler e-mail com anexos, baixar páginas web completas e assistir YouTube no celular em todo lugar. É prudente juntar ao valor da franquia o valor de um plano de dados ilimitado.

Segundo a Claro, o iPhone 3G estará à venda, a partir de amanhã, 26/09, em suas lojas em São Paulo (Shoppings Iguatemi, Market Place, Higienópolis e Anália Franco), Campinas (Shopping Iguatemi Campinas), Ribeirão Preto (Shopping Ribeirão), Rio de Janeiro (Shoppings Leblon, Rio Sul, Barra Shopping e Norte Shopping), Brasília (Park Shopping e Pátio Brasil), Belo Horizonte (BH Shopping e loja da Savassi), Curitiba (Shopping Muller), Porto Alegre (Shoppings Praia de Belas e Iguatemi Porto Alegre), Salvador (Salvador Shopping e Iguatemi Salvador), Goiânia (Shopping Flamboyant), Recife (Shopping Recife), Fortaleza (Iguatemi Fortaleza), Vitória (Shopping Vitória), Belém (Iguatemi Belém) e Manaus (Shopping Millenium Manaus).

A Vivo ainda não divulgou seus preços para o iPhone, mas não espero que sejam muito diferentes (a coletiva é hoje à noite, estarei lá). O iPhone é lindo e maravilhoso, sem dúvida. Mas será que vale tudo isso?

ATUALIZAÇÃO em 26/09 às 02:16 A.M. – Acabo de voltar da coletiva da Vivo, com mais informações sobre o iPhone deles. Graças ao “corpo a corpo” com alguns representantes da empresa, consegui algumas informações mais técnicas para esclarecer questões como, por exemplo, a ativação do aparelho.

Mas antes, vamos ao que todo mundo quer saber, o preço. E nesse ponto, a Vivo se sai bem melhor que a Claro. Dependendo do plano, pela turma do bonequinho o iPhone 3G de 8 GB vai custar entre R$ 899 (no plano Vivo iPhone completo) a R$ 1.899 (no pré-pago). O modelo de 16 GB vai custar R$ 2.199 no pré-pago.

Claro que o diabo está nos detalhes. Para levar para casa um iPhone 3G 8 GB por R$ 899 você precisa assinar o plano Vivo iPhone completo, que lhe dá 1400 minutos para ligações locais para celular e fixo, acesso à internet ilimitado, 150 mensagens SMS e mais um pacote com 1400 minutos locais extras e 1400 torpedos SMS para aparelhos Vivo. Tudo pela bagatela de… R$ 585 mensais.

Colocando os pés mais no chão, temos o plano iPhone 150. O aparelho (3G 8 GB) sai por preço similar ao da Claro (R$ 1.299), mas o pacote oferecido é mais atraente pela cota de dados: 150 minutos locais para celular e fixo, 750 MB de dados para acesso à internet, 150 torpedos SMS, 50 minutos locais para celulares Vivo e mais um pacote extra com 300 minutos locais e 300 mensagens SMS para aparelhos Vivo, por R$ 163 mensais.

A princípio a Vivo irá oferecer o iPhone 3G apenas para seus clientes, mas a partir do mês de Outubro ele também estará disponível para o público em geral nas lojas da empresa. Segundo Hilton Mendes, Diretor de Desenvolvimento de Terminais da Vivo, a ativação dos aparelhos vai ser feita na própria loja. Neste primeiro momento, um dos recursos mais legais do iPhone, o Visual Voice Mail, não estará presente, mas ele será habilitado “em breve”.

Todos os aparelhos vendidos no Brasil terão, gravado na traseira, o selo de certificação da Anatel (assim como os iPhones importados dos EUA tem o selo da FCC). O suporte técnico será oferecido pela Vivo, e não pela rede de autorizadas Apple (que no Brasil cuida da assistência aos Macs). Por fim, os aparelhos nacionais são totalmente compatíveis com as atualizações de software lançadas pela Apple nos EUA. Ou seja, se surgir uma nova versão do “firmware” ou sistema operacional, não será necessário aguardar uma “versão brasileira” ou “versão vivo” para atualizar: basta usar o software oficial da Apple e o aparelho continuará funcionando por aqui.

Pra quem reclamou dos preços (e foram muitas pessoas, nunca vi tanta unanimidade em comentários), os da Vivo são uma notícia muito boa, já que vão estimular uma “guerra de preços” com a concorrente. E não nos podemos esquecer de que há outras operadoras, como a TIM, que tem o iPhone lá fora e estão quietas aqui, mas provavelmente irão se pronunciar logo logo e esquentar ainda mais esta briga.

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