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Arquivo da Categoria hardware

17/09/2009 - 16:19

Samsung também traz Android

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Samsung Galaxy i7500Smartphones Android são que nem ônibus. Demoram a chegar, mas quando vem chegam todos juntos. Ou pelo menos essa é a impressão que tenho daqui da minha mesa. Mal terminou a coletiva da HTC para o anúncio do Magic e recebo um press-release da Samsung anunciando o Samsung Galaxy i7500, o “primeiro smartphone Android do Brasil”.

Perai, como assim primeiro? A HTC não anunciou antes? Anunciou, mas o critério da Samsung é a chegada nas lojas: o Galaxy estará à venda na semana que vem, e o Magic só chega na segunda semana de outubro. A HTC promete, mas a Samsung entrega. Sim, o mercado e tecnologia é bastante concorrido.

O Galaxy tem algumas semelhanças com o Magic: ambos são smartphones GSM/3G com telas sensíveis ao toque (3.1 polegadas no Magic, 3.2 polegadas no Galaxy, diferença nula na prática) e câmera de 5 MP, com Wi-Fi (802.11 b/g) e GPS. Nenhum deles tem um teclado físico. Mas o Galaxy leva vantagem na tela AMOLED, tecnologia que oferece qualidade de imagem muito superior à tela TFT do Magic, e no espaço interno: são 8 GB de memória, expansível com cartões microSD.

O Galaxy tem outra coisa que o Magic não tem: o preço sugerido pelo fabricante, que é de R$ 1.799. Mais barato que concorrentes como o Nokia N97 (R$ 2.399). Não há informações sobre operadoras, o que geralmente significa que ele estará disponível em todas elas.  Já pedi minha unidade para review, e assim que puser as mãos nele conto as novidades.

E acabei de saber: a TIM irá vender os dois aparelhos, mas não define datas. Preços e condições serão informados no início das vendas.

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17/09/2009 - 10:32

HTC Magic chega ao Brasil

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HTC MagicDemorou, mas finalmente o primeiro smartphone equipado com o sistema operacional Android, do Google, está chegando ao Brasil. O HTC Magic é um smartphone GSM/3G com tela sensível ao toque de 3.2 polegadas, câmera de 3.1 MP, memória expansível com cartões microSD, Wi-Fi (802.11 b/g) e GPS.

Ao contrário de seu antecessor, o HTC G1 (que não saiu no Brasil) e de outros aparelhos Android como o recém anunciado Motorola CLIQ, ele não tem um teclado QWERTY integrado. A digitação de texto é feita através de um teclado virtual. O GPS é acompanhado de uma bússola digital, recurso útil que permite orientar mapas (como no Google Maps) na direção em que o usuário está olhando. O processador Qualcomm de 528 MHz garante o desempenho.

O Magic brasileiro tem a interface gráfica Sense (ausente no modelo disponível no exterior), desenvolvida pela própria HTC, que facilita o uso do aparelho e tem com base conceitos como Make it Mine (Personalização), Stay Close (proximidade através da comunicação) e Discover the Unexpected (descobrir novas oportunidades de entretenimento).

É possível criar “perfis” de interface, que podem ser associados a diferentes momentos de sua vida. Por exemplo, um perfil com a agenda do trabalho na tela principal para usar durante a semana, e um com a previsão do tempo e um media player para o fim de semana. Usando o GPS integrado, o Magic é capaz de se adaptar ao local onde está: a previsão do tempo e relógio, por exemplo, se ajustam automaticamente.

A integração com redes sociais também é um destaque, mostrando na lista de contatos, por exemplo, as últimas mensagens de seus amigos no Facebook, atividade mais recente no Flickr e eventos (como aniversários), além de nome e telefone. Tal integração pode ser global, ou definida por contato. Outro exemplo é a integração do álbum de fotos do aparelho com serviços online como o Flickr ou Picasa.

Falando em imagens, um conceito interessante são os “footprints” (pegadas), imagens combinadas a informações do GPS e descrições do usuário, que o ajudam a se lembrar de uma experiência agradável. Por exemplo, se o usuário criar um “footprint” da Torre Eiffel, em Paris, sempre que voltar à cidade será lembrado daquele momento.

O navegador tem suporte a gestos (como “pinçar” para zoom, deslizar os dedos para rolar a página) e suporte a animações e vídeos em Flash, tecnologia cada vez mais comum na web e ausente em aparelhos como o iPhone, da Apple.

Segundo a HTC, o Magic chega às lojas do país na segunda semana de outubro, em todas as principais operadoras e no varejo. O preço não foi divulgado (apesar da insistência dos jornalistas presentes ao evento de lançamento).

No exterior a HTC comercializa quatro aparelhos Android: o HTC G1 (o primeiro modelo a chegar ao mercado), Magic (também chamado de “G2”), Hero e o recém anunciado Tattoo, um modelo de baixo custo. Não há previsão para a chegada destes outros modelos ao Brasil.

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17/08/2009 - 13:10

NVidia demonstra smartbooks com Tegra

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A NVidia demonstrou hoje para um pequeno grupo de jornalistas em São Paulo um “smartbook” baseado em sua plataforma Tegra, que combina um processador ARM e um acelerador de vídeo. Os Smartbooks são uma espécie de fusão do conceito de um netbook com o de um smartphone. Como os netbooks, são aparelhos muito leves, pequenos e baratos para acesso à internet. Como os smartphones, tem conexão à internet em alta velocidade via 3G e longa duração de bateria.

O modelo apresentado era um protótipo de um Mobinnova Elán, um projeto da Taiwanesa Foxconn, equipado com um processador de 650 MHz, tela de 8.9 polegadas com resolução de 1024 x 600 pixels (a mesma de um Dell Mini 9, por exemplo) e bateria de três células, que segundo a NVidia tem autonomia de 10 horas reproduzindo vídeo em alta definição, ou 25 dias em “Stand By”. O sistema operacional era o Windows CE, rodando uma interface gráfica criada sob medida.

A máquina chamou a atenção pelo tamanho: apenas 25 mm de espessura e 850 gramas de peso. Segundo Richard Cameron, da NVidia, a empresa está em negociação com todas as quatro grandes operadoras do país, que comercializarão os aparelhos de forma subsidiada, atrelados a um plano de dados 3G. A data de lançamento ainda não está definida, mas Richard gostaria que as máquinas estivessem nas lojas antes do natal. Preço não foi informado.

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29/06/2009 - 17:58

Intel anuncia novo Classmate PC

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A Intel anunciou no último sábado uma nova versão de seu portátil projetado para o mercado educacional, o Classmate PC. O “Classmate 2.0”, como é informalmente conhecido, mantém o processador Intel Atom de 1.6 GHz, tela de 1024 x 600 pixels e características de durabilidade, como o teclado resistente à àgua, do modelo atual, mas traz uma mudança que afeta profundamente seu modo de uso: a tela é sensível ao toque, e pode “girar” e se fechar sobre o teclado, transformando-o em um Tablet PC.

Tive a oportunidade de experimentar o novo modelo durante o Intel Editor’s Day 2009, e gostei muito do que vi. Graças a um acelerômetro integrado é possível usar o novo Classmate no modo “tablet” do jeito que você quiser: de pé ou deitado, a tela se reorienta automaticamente assim que ele é virado. A alça emborrachada (na traseira) ajuda a dar apoio quando ele é segurado como um caderno, e tela sensível ao toque é capaz de fazer o chamado “cancelamento de palma”, ou seja, você pode escrever à mão livre com a lateral da mão apoiada na tela, como se estivesse escrevendo em um caderno, sem que o sensor fique louco com isso. Graças a isto, é muito fácil escrever no novo Classmate PC.

O software também recebeu mudanças, com novos programas capazes de tirar proveito da tela de toque. Eles vão de um utilitário para reconhecimento de escrita (que funcionou muito bem e reconheceu meus garranchos) a software de desenho (o ArtRage 2.5) e o incrível Algodoo, que me fez ficar horas brincando: com ele é possível simular experimentos de física no Classmate PC, como nada mais que desenhos à mão livre e formas geométricas básicas.

Vale lembrar que a iniciativa Classmate PC é muito mais que apenas um “netbook para crianças”, embora esta seja, sem dúvida, a parte mais visível do projeto. Há também toda uma estrutura de servidores e software para administração das máquinas, acessórios para sua manutenção e, o mais importante, treinamento dos professores, já que se eles não souberem tirar proveito da tecnologia, ela não servirá para nada.

Os novos Classmate PC chegarão “ao mercado” em outubro deste ano. No Brasil, os modelos atuais são produzidos pela Positivo Informática e CCE, e provavelmente elas produzirão também o novo modelo. E para os que já saíram da escola faz tempo mas se interessam pela máquina, uma boa notícia: a Intel pretende colocá-la no mercado ao alcance do consumidor final. Preço e detalhes ainda não foram definidos.

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29/06/2009 - 16:40

Positivo vende 66 mil Mobo

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Fiquei sabendo durante o fim de semana que a Positivo Informática já vendeu mais de 66 mil unidades de seus “netbooks” da linha Mobo, desde o lançamento do primeiro modelo no mercado nacional, em maio do ano passado.

Nada mal para uma máquina que, quando lançada, foi desdenhada como “fraca”. Sim, ele era limitado (2 GB de espaço em disco, tela de 7 polegadas a 800 x 480 pixels, processador de 900 MHz), mas seus principais apelos, o preço (originalmente R$ 999, hoje pode ser encontrado por menos) e a mobilidade, conquistaram os consumidores. Promoções incessantes em grandes redes varejistas apresentaram a marca ao grande público, a despencada no preço dos pendrives resolveu o problema do espaço em disco, e o resto é história.

Mas acredito que o principal legado do Mobo foi ter aberto o mercado nacional para os netbooks. Antes dele, havia apenas o ASUS EeePC original (tão limitado quanto), difícil de encontrar e, quando encontrado, mais caro. Com o sucesso do Mobo os fabricantes começaram a olhar para cá, e mesmo os consumidores que não eram atendidos pelo modelo original começaram a procurar alternativas.

Como resultado hoje temos netbooks da ASUS, Dell, HP, Lenovo, Acer, Positivo, CCE, Philips, Semp Toshiba, Intelbrás e muitas outras marcas nas lojas. Há opções para todos os gostos e bolsos. Por isso eu digo: longa vida ao Mobo, e aos netbooks em geral!

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29/06/2009 - 16:16

Intel simplifica marcas e facilita escolha

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Vamos ser francos: comprar um computador não é fácil, e os fabricantes não ajudam. Na hora de assinar o cheque qualquer um corre o risco de ficar louco tentando entender a diferença entre um Core Duo e um Core 2 Duo, sem falar nos números de modelos: será que existe um consumidor sequer que realmente entenda a diferença entre um Core 2 Duo E4300 e um Core 2 Duo E6300?

Felizmente a Intel decidiu facilitar nossas vidas e anunciou recentemente uma simplificação de sua linha de produtos. A empresa vai abandonar a família Core 2 e denominações como Core 2 Solo, Core 2 Duo e Core 2 Quad, em favor de uma estrutura de três níveis: os processadores Intel Core i3, Intel Core i5 e Intel Core i7.

Elber Mazaro, diretor de marketing da Intel Brasil, me explicou a estratégia em um papo durante o Intel Editor’s Day, que aconteceu entre os dias 25 e 28 de Junho em Maceió: depois da consolidação das marcas, que deve estar completa em 2010, a linha ficará dividida em Celeron, o modelo de entrada para máquinas mais básicas e baratas, o Pentium Dual para PCs um pouco mais sofisticados e a família Core, para as máquinas “topo de linha”.

Nessa família, os processadores Core i3 serão o modelo de entrada. Na sequência vem os Core i5, e no topo da escala os Core i7. Os nomes não representam de forma alguma uma divisão por tipo de produto: poderemos ter notebooks com processadores Core i7 e desktops com Core i3. Ordenando do mais básico ao mais sofisticado a linha de produtos da Intel dica assim: Celeron -> Pentium Dual -> Core i3 -> Core i5 -> Core i7.

É exatamente o que a Audi faz com seus carros. O A3 é o modelo de luxo mais barato, o A5 é o intermediário e o A7 é o topo de linha. E para ajudar na escolha entre processadores de uma mesma família, a Intel também está adotando um sistema de “estrelas” para comunicar ao consumidor, de forma mais visível, as características de cada modelo.

Ao comparar duas máquinas semelhantes, ele saberá que pode esperar mais de um modelo com um Core i3 quatro estrelas do que de um Core i3 três estrelas. Mas atenção: elas não indicam o desempenho do processador, mas sim seu conjunto de recursos: quando mais estrelas, mais completo ele é. As estrelinhas não estarão presentes em etiquetas no produto (computador) em si, mas serão usadas em campanhas online e publicidade.

Até a consolidação da linha, os modelos de processadores da atual família Core 2 continuam no mercado. Os novos processadores Core i3 e Core i5 devem chegar ao mercado mundial em setembro deste ano.

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09/05/2009 - 20:23

Um videogame da Apple?

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Sabe quando você está tocando sua vida, e de repente aquele monte de fragmentos de idéias que estão guardadinhos no fundo da sua mente resolvem fazer “click” e você tem aquele momento “como não pensei nisso antes??“. Pois é, aconteceu comigo na quinta-feira.

Eu estava passando pelas notícias do dia, quando vi alguns sites comentando um boato de que a Apple estaria em negociações para comprar a Electronic Arts, uma das maiores desenvolvedoras de jogos do mundo. Parei por um segundo e pensei: “Balela, até parece que a Apple quer entrar no mercado de videog… CLICK!

Pensando bem, faz todo o sentido a Apple entrar no mercado de videogames. Não só faz sentido, como acredito que ela já está se preparando para isso. E não é com software, é com hardware, com um console com o logo da maçã estampado na tampa, “brigando” com o PlayStation 3, XBox 360 e Wii.

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24/01/2009 - 21:53

CP01 nasce ao vivo na Campus Party

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Conforme previsto o CP01, o “robô open source”, nasceu ao vivo durante uma apresentação no palco principal da Campus Party nesta noite de sábado. O evento atraiu uma multidão de curiosos, que se aglomeraram em volta do palco para ver a máquina “ganhar vida”.

Durante uma semana a equipe do projeto, aquartelada em uma verdadeira oficina na área de robótica, trabalhou duro para cumprir o prazo: alguns membros chegaram a encarar maratonas de 60 horas sem dormir. Partes do esqueleto foram criadas no local, a partir de barras de alumínio usando tornos e furadeiras trazidos para a Campus Party, bem como a “casca” externa que dá à máquina sua aparência, feita a partir de uma resina acrílica usada em próteses dentárias.

Modificações no projeto foram feitas até o último minuto: um dia antes do “nascimento” a equipe ainda tentava encontrar um jeito de manter a comunicação via Wireless entre os módulos que controlam cada membro do robô, mas desistiu da idéia devido à interferência causada pelo grande número de redes sem-fio no Centro de Exposições Imigrantes e acabou tendo de modificar o sistema de comunicação para usar uma rede cabeada.

No palco, os membros da equipe trabalhavam freneticamente até mesmo enquanto Marcelo Branco e o Prof. Alexandre da Silva Simões, um dos coordenadores do projeto TORP (The Open Robot Project, do qual o CP01 é o primeiro resultado), faziam uma introdução e agradeciam aos patrocinadores e colaboradores. No fim Murphy interferiu, algumas coisas não saíram como deveriam e o CP01 não pode ser devidamente apresentado como planejado.

Mas ele deu, sim, sinais de vida. No telão, era possível ver a mesma cena vista pela câmera do robô, que assinalava as faces das pessoas à sua frente, mostrando que o sistema de reconhecimento de faces funcionava. Também foi demonstrado o sistema de reconhecimento de escrita (OCR): uma pessoa segurou cartazes em frente ao robô, que conseguiu ler e mostrar na tela frases como “Campus Party” e “TORP – The Open Robot Project”.

No fim, por pressão do tempo, o robô teve de ser retirado do palco antes de poder se mover, como era o planejado. Mas o trabalho de montagem prossegue na área de robótica e vai além da Campus Party: espera-se que em junho, por ocasião da décima edição do Fórum Internacional do Software Livre (FISL) o robô possa aparecer em toda sua glória. Segundo Mário Teza, um dos organizadores do FISL, a idéia é que o CP01 participe de um “link” ao vivo com a estação espacial internacional (ISS), intermediando uma conversa entre os astronautas e o público.

Todas as especificações do projeto TORP, incluindo a parte elétrica, mecânica e o software, são abertos, e podem ser baixados gratuitamente no site http://www.theopenrobotproject.org

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22/01/2009 - 15:51

CP01 toma forma

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Dentro de um “cercadinho” na área de robótica, o resultado de incansáveis horas de trabalho da equipe do CP01 (o “Robô Open Source”) está começando a aparecer. Nos fundos da “oficina” há um torno sendo usados para produzir as peças em alumínio que formarão o corpo da máquina: cabeça, tronco, membros, articulações, etc. E em outro canto vi o “peito” do robô, já moldado no que parece ser fibra de vidro. Vejam as fotos.

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20/01/2009 - 20:11

Um robô para chamar de “nosso”

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No início desta noite de terça, segundo dia da Campus Party Brasil 2009, aconteceu o lançamento oficial do projeto TORP (The Open Robot Project – Projeto de um robô aberto), que visa criar um robô humanóide com todas as especificações, incluindo parte mecânica e elétrica, bem como código-fonte do software de controle, disponíveis sob uma licença Open Source. Ou seja, qualquer um poderá baixar e modificar livremente o projeto e montar seus próprios robôs seguindo as instruções.

Segundo um dos coordenadores, o Prof. Alexandre da Silva Simões (Unesp), a motivação é a falta de divulgação sobre a tecnologia usada nos inúmeros projetos de robótica espalhados pelo mundo, e a completa falta de padrões nesta área. Peças e software de um modelo de robô, por exemplo, nunca podem ser aproveitadas em um modelo diferente. Cada novo modelo é quase uma “reinvenção da roda”.

O projeto TORP vai muito além desta edição da Campus Party. O objetivo final é construir, nos próximos dez anos, um robô humanóide completamente funcional, capaz de andar, correr, comunicar-se com humanos, demonstrar emoções, falar, reconhecer pessoas, e mais. O que será construído aqui na Campus Party durante esta semana é apenas o primeiro passo desta jornada, o CP01.

Será um pequeno humanóide com traços infantis, sem pernas (portanto, imóvel) com foco na interação com os usuários. O corpo será feito de alumínio usinado. O CP01 terá um conjunto completo de sensores, entre eles sonar, emissor/detector de infravermelho, microfones, acelerômetros e, no futuro, GPS e bússola para localização e movimentação.

O cérebro robô são os sistemas embarcados da Gumstix, pequenos computadores do tamanho de uma embalagem de chiclete que contém um processador ARM de 400 MHz, memória RAM, memória Flash e inúmeras portas de I/O para comunicação com periféricos externos. Cada módulo tem seu próprio computador, e todos eles se comunicam usando uma rede. Neste sentido, o CP01 não tem “um cérebro”, mas sim vários deles operando em conjunto, como um “cluster”.  Pode parecer estranho, mas é um sistema que funciona com sucesso em inúmeras espécies de insetos.

O software do CP01 roda sobre uma versão embarcada do Linux, que também serve como plataforma de desenvolvimento. Mas uma das atividades durante a Campus Party é a construção de interfaces de controle multi-plataforma, capazes de rodar em vários sistemas operacionais com a mesma funcionalidade. A linguagem de programação para as funções de “baixo nível”, ou seja, o software mais básico do CP01, é C++, mas qualquer outra linguagem com capacidade de rede (como .Net, Python, etc…) pode ser usada no desenvolvimento de módulos. Basta seguir o protocolo de comunicação.

Na área de robótica a equipe (coordenada por professores da Unesp e do ITA) trabalha freneticamente para montar o robô até sábado. Campuseros dispostos a ajudar no processo são bem-vindos. Paralelamente, um concurso está sendo realizado para escolher uma nova “aparência” para o CP01. A proposta vencedora será produzida em resina pela empresa Art3D, integrada à parte mecânica e usada em versões futuras da máquina.

E apesar do CP01 ainda estar sendo montado, seu sucessor já está na prancheta. Uma das características planejadas para o futuro CP02 será um corpo feito em liga de magnésio, material muito mais leve e resistente que o alumínio. É esperar para ver.

Mais informações sobre o CP01 e o projeto TORP, podem ser obtidas em http://www.theopenrobotproject.org

 

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