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26/08/2009 - 18:21

O presente, e o futuro, do YouTube

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Chad Hurley, um dos co-fundadores do YouTube, encerrou o primeiro dia de palestras no Digital Age 2.0 com um “bate-papo” com o público no palco, moderado por Silvia Bassi e Ralph Manzoni Jr, ambos do Now!Digital Business.

Em sua primeira visita ao Brasil, Hurley começou compartilhando suas impressões iniciais sobre São Paulo: “A comida é boa, mas todo mundo que eu encontro me diz que eu tenho que conhecer o Rio. Acho que vou ter que fazer uma segunda viagem”, brinca.

Chad se esquiva habilmente das inevitáveis questões envolvendo cifras. Reforça que a estratégia atual (e futura) do YouTube para obter lucro é com anúncios vinculados ao conteúdo, usando para isso a plataforma de anúncios do “pai” Google.

A possibilidade do compartilhamento desta renda é um dos chamarizes para atrair os criadores de conteúdo, sejam produtoras independentes, estúdios de cinema e gravadoras ou simples usuários comuns que de repente se vêem com o mais novo hit da web nas mãos. Para este público, especialmente, o YouTube anunciou recentemente uma mudança em sua política de parcerias que permite que elas sejam estabelecidas “por vídeo”, alcançando assim um número maior de usuários.

A questão do copyright, claro, e as reações de seus detentores ao descobrir que seu material está sendo compartilhado “ilegalmente” na rede não poderia ficar de forma. O site tem termos de serviço que estabelecem de forma clara o que pode e o que não pode ser colocado online, e uma equipe de funcionários que assiste vídeos em busca de possíveis violações.

Eventualmente um pedido para retirar um vídeo do ar é recebido, e depois de analisado a equipe decide o que fazer. Segundo Chad, há uma certa “esquizofrenia” em algumas empresas. “Já aconteceu de um departamento jurídico pedir para tirarmos um vídeo do ar, e uma hora depois o marketing da mesma empresa ligar perguntando o que tinha acontecido com ele”, diz.

Felizmente, diz Hurley, a maioria dos detentores dos direitos autorais vê o YouTube com um aliado, e não como um inimigo. Há bandas, por exemplo, que planejaram suas turnês baseadas na popularidade de seus vídeos em cada cidade. E criadores de conteúdo como gravadoras podem se aproveitar do sistema de compartilhamento de renda para, por exemplo, colocar um anúncio para o novo CD de um artista em todo clipe que contiver uma música dele, transformando uma “perda” em lucro.

Quando perguntado sobre como imagina seu site daqui a 10 anos, Chad hesita: “Puxa, nós nem existíamos 5 aos atrás”. Mas logo pensa em algumas possibilidades, como a transmissão de filmes e conteúdo de “longa duração”, streaming em alta definição, o estabelecimento de uma plataforma homogênea para a distribuição de vídeo, não importa o horário, local ou dispositivo usado (como já começa a acontecer com clientes YouTube em smartphones e TVs).

Ele também imagina uma experiência do usuário “refinada”, com foco num melhor sistema de recomendação de vídeos, baseado em tendências, notas dadas a cada clipe e preferências pessoais. Isto responderia a uma pergunta que Eric Schmidt, CEO do Google (e muitos outros usuários pelo mundo), faz frequentemente: “O que eu deveria assistir no YouTube?”

Tecnologias como o streaming de vídeo em tempo real (LiveStreaming) e a eliminação do limite de 10 minutos de duração por clipe parecem não estar no radar. “LiveStreaming só faz sentido para eventos em grande escala, ou corre o risco de virar um canal de bate-papo. E preferimos lidar com o limite de 10 minutos através de nosso sistema de parcerias com os criadores de conteúdo. Eliminar este limite para todos os usuários é possível, mas ainda não está nos planos”.

Por fim, Chad Hurley compartilhou suas dicas para sucesso garantido no YouTube: “Decotes sempre funcionam”, brinca. “Capturem um momento único, um fato inusitado, façam um tutorial ou vídeo instrutivo. Sejam criativos”, diz o executivo.

Sobre o Digital Age 2.0

O Digital Age 2.0 é uma conferência que tem o objetivo de reunir especialistas internacionais e nacionais em marketing, publicidade, comunicação, negócios e internet, para discutir e entender as mudanças que a Web está provocando nas empresas, no relacionamento com o cliente, nos planejamentos de mídia e conteúdo, no perfil e necessidades dos anunciantes, nas estratégias de marketing e na forma como a comunicação corporativa se dá internamente e externamente à empresa.

A primeira edição do Digital Age 2.0 foi realizada em agosto de 2007, com o tema “O Impacto da Web 2.0”, e reuniu cerca de 400 participantes, 21 palestrantes nacionais e internacionais e quase trinta jornalistas. Em 2008, o evento atraiu profissionais de marketing e tecnologia de mais de 230 empresas, sendo que 59% dos participantes eram os principais executivos de suas empresas. O evento contou também com a cobertura de 23 jornalistas e 18 blogueiros. O tema do Digital Age 2.0 em 2008 foi “Expandindo as Fronteiras da Internet”.

O evento é realizado pelo Now!Digital Business, e acontece entre os dias 26 e 27 de Agosto de 2009 em São Paulo. Mais informações estão disponiveis no site oficial, em www.digitalage20.com.br/2009/

Autor: - Categoria(s): evento, noticia Tags: ,

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5 comentários para “O presente, e o futuro, do YouTube”

  1. andre disse:

    youtube melhor site de entreterimento

  2. Juliano Gomes Pinto disse:

    É obvio que o YouTube é uma empresa que linka clentes-empresas facilmente! Hoje não é comum, mas daqui alguns anos você vai ver nos lares, empregadas domésticas linkada com o youtube para saber como preparar aquele delicioso prato que seu patrão adora. A empresa de alimento coloca o video no YouTube e a empregada doméstica simultaneamente faz o delicioso prato para seu patrão, não é uma ótima idéia? Isso é uma das coisas que podem acontecer de inumeras que vão acontecer. Isso serve para montadoras de automóveis, explicando o que cada botão faz no seu carro que acaba de comprar. Quem sabe as Casas Bahia insiram videos de como montar ‘x” móvel que o cliente comprou, passo a passo.. e por ai vai!!! YouTube na cabeça!

  3. […] se apresentar e compartilhar suas histórias e sugestões. Chad Hurley veio ao Brasil para um debate no Digital Age 2.0, evento que aconteceu entre os dias 26 e 27 de Agosto em São Paulo, reunindo especialistas […]

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